Pela primeira vez
a América do Sul vai ser a sede dos Jogos Internacionais
de Polícia e Bombeiros (International Police and
Fire Games). A 17ª edição do evento
ocorrerá em São Paulo, no segundo semestre
de 2006. Poderão se inscrever policiais estaduais
militares e civis, guardas municipais, policiais federais,
policiais rodoviários federais e bombeiros.
O anúncio foi feito no dia 3 de fevereiro pelos
coordenadores do comitê que organizou a candidatura
paulistana: o secretário de Estado de Juventude,
Esporte e Lazer, Lars Grael; a secretária de Esportes
e Lazer da Prefeitura, Nádia Campeão; o
secretário dos Negócios da Segurança
Pública, Saulo de Castro Abreu Filho; o secretário
Municipal de Segurança Urbana, Benedito Domingos
Mariano; e o presidente da Confederação
Brasileira de Desportos Policiais e Bombeiros, tenente
Marcelo Vinicius Costa Rezende.
Os jogos têm, entre seus objetivos, estimular a
prática e o gosto pela atividade física
e pelo esporte incluindo-os como valores de interesse
profissional; e propiciar intercâmbio com policiais
e bombeiros de todo o mundo.
Lars Grael destacou “a união dos governos
municipal e do Estado como fator decisivo para que fosse
aceita a postulação de São Paulo
para sediar o evento”. Ele esclareceu que os Jogos
se realizam a cada dois anos e, paralelamente às
competições, ocorrem feiras, confraternizações
e congressos técnicos sobre procedimentos policiais
e de bombeiros. Ao todo, deverão participar cerca
de 30 mil pessoas, entre atletas, técnicos, dirigentes,
familiares e amigos, movimentando hotéis, restaurantes,
locação de carros, gastos pessoais, companhias
aéreas, etc.
Os jogos possibilitam, além da competição
e do desenvolvimento esportivo, um encontro técnico
entre profissionais da mesma área. Lars Grael lembrou
também que nos Jogos Olímpicos de Sydney,
em 2000, 21% das medalhas conquistadas pelo Brasil vieram
de atletas ligados ao serviço militar.
Em 2002, os Jogos foram realizados no Canadá, com
a participação de 4.500 atletas. A expectativa
para 2004, em Las Vegas, de 4 a 14 de agosto, é
de 7 mil competidores de 17 países. A competição
foi criada nos Estados Unidos em 1974.
Nádia Campeão lembrou que a vitória
de São Paulo para sede teve importante colaboração
do setor de turismo local e a Embratur. E disse que “Esses
jogos têm uma característica interessante:
ao contrário dos Jogos Olímpicos, em que
se constrói uma vila para os atletas, aqui eles
se hospedam na rede hoteleira já existente. É
um evento que projeta muito a cidade e demonstra nossa
capacidade de organizar grandes competições”,
opinou Nádia Campeão.
Já o secretário de Segurança Pública,
Saulo de Abreu, informou que o Brasil tem cerca de 500
mil profissionais na área e que nos jogos policiais
de Barcelona, (World Police and Fire Games), em 2003,
o país enviou 98 atletas. Ele arriscou dizer que
“talvez o esporte seja a política pública
mais inclusiva”.
As modalidades desportivas são olímpicas,
profissionais e regionais. As categorias podem chegar
a 50 formas diferentes de disputa e algumas são
realizadas em espaços públicos, ao ar livre.
O Brasil sempre participa destes Jogos, com uma delegação
em torno de 100 participantes.
Benedito Mariano, secretário municipal de Segurança
Urbana e presidente do Conselho Nacional das Guardas Civis,
que reúne 380 guardas de vários estados,
aponta “o esporte como forma de integração
e que esse jogos vêm a colaborar com o momento em
que o governo federal está buscando implantar uma
política única de segurança pública”.
Ele vai levar o assunto para a pauta da próxima
reunião do conselho com o objetivo de mobilizar
seus efetivos para irem se preparando para a competição.
Para Marcelo Vinicius, “A conquista deste trabalho
teve início com um sonho que era comum a todos
os policiais e bombeiros do país, o de poder
participar de um grande evento internacional realizado
em nosso país”.
03/02/2004 - Esportes
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